É preciso entender D’Alessandro para colocá-lo como titular

Ele é o maior camisa 10 que o Internacional já teve. Conquistou muitos títulos e muitas vezes já deu alegrias aos torcedores. Agora, com quase 40 anos, sua presença é questionada no elenco colorado. O argentino D’Alessandro é uma incógnita no contexto do Internacional em 2018.

D’Alessandro é craque. Mesmo com a idade avançada, ainda é a principal referência técnica do Inter. Completou em 2018 dez anos no Beira-Rio, tendo sido capitão em várias temporadas. É um dos melhores “camisa 10″ do futebol brasileiro em atividade, fazendo uma função considerada por muitos como uma antiga função do meio campo, e é uma injustiça tremenda ter sido lembrado tão poucas vezes pela seleção argentina. Está iniciando o fim de sua carreira como jogador de futebol, mas não deve sair do time antes do término de seu contrato em 2019. É preciso entender D’Alessandro e seu papel na equipe, sua importância dentro do Internacional.

O argentino é ídolo, é um jogador que a torcida se identifica. Isso é importante dentro do vestiário de um clube da grandeza do Inter. Em momentos de crise, esse atleta é fundamental. É uma liderança nata, que motiva os atletas a darem o melhor de si e buscar o resultado. Dentro de campo, D’Alessandro é um leão, mas com limitações. Vive a sombra do que um dia já foi. Contribui muito com o time, ajuda na circulação da posse, tem passes de craque, passes que desmontam defesas e vive dando assistências. Além disso, é cobrador de bola parada. Contudo, o argentino já não tem a mesma velocidade e resistência de outros tempos. Não consegue ter muitas obrigações defensivas e armar contra-ataques como antes. Patrick, Nico López e Lucca são jogadores muito mais ideais para puxar contra-ataques.

Dentro da proposta de jogo, D’Alessandro não pode ser titular em uma equipe que tenha o contra-ataque e as transições como princípio e que lateralize demais as jogadas. Não combina com sua qualidade e com suas características. O argentino hoje rende muito mais e por mais tempo em jogos que o Inter prime pela posse de bola, pelo jogo cadenciado, com infiltrações e triangulações. Nesse contexto, o argentino pode render muito mais, mas o time perderá em velocidade. Em outras palavras, D’Alessandro foi feito para times bons, que saibam sair jogando e tenham qualidade para propor jogo e atacar de maneira organizada.

Por suas qualidades como atleta, sua importância dentro do vestiário e por ser ídolo da torcida, D’Alessandro tem que ser titular. É um jogador essencial tanto dentro quanto fora de campo e é necessário que se compreenda essa sua importância. Contudo, em um time que valorize e dê espaço para que ele potencialize ao máximo seu futebol e não em uma equipe que exige obrigações táticas que vão restringi-lo.

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