As incertezas físicas de Tite antes da Copa


É fato que o Brasil chega à Rússia com o status de uma das seleções favoritas ao título, ao lado de equipes como Espanha, Alemanha e França, por exemplo. Mas, diferente desses concorrentes, o time de Tite vem sofrendo com algo alheio à sua vontade: as seguidas lesões de seus comandados. Nenhuma tão grave, como a que tirou Lanzini, da Argentina, do Mundial. Contudo, deixam, ao menos, uma pulga atrás da orelha de quem anda esperançoso com o hexa.

A que mais deixou a torcida intrigada foi a de Neymar, por mais que o astro brasileiro tenha fraturado o quinto metatarso do pé direito ainda em março. Voltou a treinar com bola apenas no início da preparação da seleção para a Copa do Mundo, no mês passado. Mas a pulga atrás da orelha, citada no início deste texto, se acentuou após as declarações de Tite na semana passada, quando afirmou que o nosso camisa 10 só estará 100% no quarto jogo do Mundial. Se serve como alento, a principal esperança de gols do Brasil na Rússia jogou quase todo o amistoso contra a Áustria, neste domingo (10/06), em Viena. Foi substituído apenas aos 38 minutos da etapa final.

Outros dois nomes passaram a ser incógnita durante a preparação para o Mundial. O volante Fred e o meia Renato Augusto. O primeiro sofreu uma pancada no tornozelo de Casemiro em um dos treinos realizados em Londres e sequer foi relacionado neste domingo ante os austríacos. Já o segundo vem sofrendo uma lesão no joelho, que o impede até de treinar com o restante do grupo. Ambos vêm fazendo fisioterapia junto ao departamento médico da seleção e, por ora, estão garantidos na Copa do Mundo.

Se por um lado há a desconfiança, por outro existe a esperança na recuperação destes nomes. Basta pegar o exemplo visto na própria seleção brasileira. O atacante Douglas Costa, da Juventus-ITA, se apresentou em Teresópolis-RJ, onde a equipe iniciou os treinos, com uma lesão muscular na coxa. Se recuperou e já esteve em campo neste domingo. Claro, ele teve uma lesão muscular, diferente dos outros três atletas citados. Mas se recuperou a tempo e hoje não preocupa mais.

Vale também dar mais um crédito ao técnico Tite. Afinal, ele vem fazendo excelente trabalho desde que assumiu a seleção brasileira em 2016. A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) também dispõe dos equipamentos mais modernos quando o assunto é recuperação física e clínica. O Brasil está em boas mãos dentro e fora de campo.

A seleção desembarca na Rússia tentando superar estes possíveis problemas. Inserida num grupo com equipes de muita força física, como a Sérvia, o time de Tite terá que contar com todos os seus jogadores prontos para o combate. O amistoso ante a Áustria foi um exemplo disso. O time austríaco utilizou muito o estilo de jogo que abusa da força física. Muito contato e entradas fortes. Ficou claro que, se não tiver 100%, o Brasil poderá sofrer em solo russo.

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