Escalada de Philippe Coutinho

No ano de 1999, um certo garoto chegava nas categorias de base do Vasco da Gama, um dos clubes mais tradicionais do futebol brasileiro, então tricampeão nacional e campeão da Taça Libertadores da América. Desde cedo, foi considerado uma das maiores joias das divisões inferiores do Gigante da Colina. Destacou-se tanto a ponto de ser vendido para a gigante Inter de Milão, da Itália, antes mesmo de se tornar profissional no Vasco. Seu contrato com a equipe nerazurri só começaria a valer em julho de 2010. No final de 2008, o Vasco da Gama, seu time, era rebaixado para a segunda divisão do pelo Brasileirão pela primeira vez na história. A primeira partida da joia na equipe profissional aconteceu no dia 19 de junho de 2009,  em uma partida válida pela Série B daquele ano. O menino atuou em 12 das 38 partidas do campeonato, ajudando a devolver o gigante Vasco ao seu lugar de direito. No ano em que rumaria para a Itália, Coutinho marcou três gols com a camisa cruz-maltina. Sua despedida aconteceu na última partida antes da parada para a Copa do Mundo, quando o Vasco perdeu por 4 a 0 para o Santos.

A estreia do garoto pela Inter de Milão ocorreu em agosto de 2010, em um amistoso contra o Manchester City, da Inglaterra. Sua estreia pela Seleção Brasileira também ocorreu em 2010. Convocado por Mano Menezes, Coutinho estreou com a amarelinha em um amistoso contra o Irã, em Abu Dhabi. Coutinho ficou na Itália até 2013, fazendo o seu primeiro jogo oficial pelo time na decisão da Supercopa da UEFA, contra o Atlético de Madrid, da Espanha. Nesse tempo, foi emprestado ao Espanyol, de Barcelona. Em 16 jogos, o brasileiro fez só 5 gols, mas obteve destaque pelo time catalão a ponto de ser eleito a revelação do campeonato e cobiçado pelos grandes do país, mas acabou retornando para a Inter. Seu primeiro gol pela equipe italiana só saiu em 2011. Foram 5 gols em 47 jogos disputados, e aí surgiu o Liverpool, o time inglês com mais títulos da Liga dos Campeões da Europa.

Em fevereiro de 2013, Philippe Coutinho fazia a sua estreia pelos Reds. Marcou o primeiro dos seus 54 gols pelo Liverpool logo em sua segunda partida, num jogo contra o Swansea City.. Na Inglaterra, ganhou destaque ao lado de estrelas como o uruguaio Luis Suárez e o lendário Steven Gerrard, que deixou o clube em 2015. Naquele ano, sob o comando do técnico Dunga, o jogador marcou o seu primeiro gol pela Seleção Brasileira em um amistoso contra o México, realizado em São Paulo e vencido pelo Brasil por 2 a 0. Foi convocado para a sua primeira competição oficial pelo escrete canarinho, a Copa América realizada no Chile. Na ocasião, o Brasil caiu nos pênaltis diante do Paraguai, que também fora o nosso carrasco em 2011, também nas penalidades máximas. No ano seguinte, lá estava ele na Copa América Centenário, realizada nos Estados Unidos. O Brasil saiu na primeira fase, mas Coutinho deixou sua marca três vezes. As três na goleada brasileira contra o Haiti, por 7 a 1. Depois de mais um fracasso, Dunga foi demitido e deu lugar a Tite, então campeão brasileiro com o Corinthians no ano anterior. Foi aí que ele passou a ser peça fundamental na retomada do Brasil nas Eliminatórias, formando trio ofensivo com Neymar e Gabriel Jesus, com direito a um golaço no clássico contra a Argentina, onde o Brasil venceu por 3 a 0. Virou titular absoluto da Seleção e despertou o interesse do Barcelona, que queria contratá-lo a todo custo. Atingiu a marca de 200 jogos pelo Liverpool ao final do ano passado, se transferindo para o time blaugrana em janeiro deste ano, onde rapidamente adaptou-se e reeditou a parceria de sucesso com Luis Suárez, com quem jogou no Liverpool até 2014, quando o uruguaio se transferiu pra onde? Isso mesmo, o Barcelona! O brasileiro foi apresentado com a camisa 14, que fora imortalizada pelo craque holandês Johan Cruyff (1947-2016), e usada também por jogadores que fizeram história no clube catalão, como o argentino Javier Mascherano e o francês Thierry Henry.

Hoje, veste a camisa 11 da Seleção, que já foi de um grande craque. Assim como Coutinho, ele também foi revelado nas divisões de base do Vasco da Gama. Romário, campeão em 1994. 24 anos depois do tetra, quando uma cria da Colina foi o grande estrela da conquista, será que a história vai se repetir com Philippe Coutinho?

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